Titãs em Rio Grande

Titãs em Rio Grande

segunda-feira, agosto 11, 2014

Em Rio Grande, a Cultura pede socorro...





Cultura Interditada
 por Vânia Oliveira


A decadência cultural em Rio Grande é vista perambulando pelos prédios abandonados e silenciosos. Não se ouve um martelar de manutenção, não se tem o eco da sinfonia das obras e reformas. Onde antes se assistia a grandes espetáculos agora inexiste oportunidade de contemplação.


Gostava muito de ver a estética interna daqueles lugares robustos enquanto deliciava a minha mente com apresentações teatrais, de dança, musicais e tantas outras que passaram pelo Teatro Municipal, Centro de Eventos, Centro Municipal de Cultura e ainda tem aqueles que não consigo lembrar de espetáculo algum já vivenciados ali, mas deixava minha mente viajar e sonhar com uma orquestra no interior da antiga fábrica de tecelagem, pessoas dançando pelos corredores do Mercado Público, festivais nas calçadas da orla desse mesmo mercado e tanta coisa linda, não serei injusta, o Mercado Público ainda sobrevive, luta contra o marasmo e aguarda o dia que sua posição tão estratégica seja aproveitada de forma adequada pelos que por ali perto passam. 

Fecho os olhos e vejo tudo tão nítido que quase dá para tocar na saia da bailarina e inicio um passo de dança meio desajeitado ao som daquela música imaginária.

Não há pelas ruas de Rio Grande mais espaços pomposos para contemplação cultural, tentam criar salas de exposições, mas se todos os artistas locais resolvessem tirar seus trabalhos das gavetas, precisaríamos de muitas pílulas de Alice como forma de colocar toda essa riqueza nos poucos lugares que nos restam. São tão poucos que se fosse contar nos dedos, sobrariam muitos.
Fazem dança de cadeiras nas secretarias. Mudam as “Belas Artes” de lugar, mas os problemas invadem os prédios novos, como se existisse um espírito saudoso das goteiras deixadas para trás naquele tradicional prédio que agora tem suas paredes charmosas desprovidas de exposições e o alarme do ranger da madeira velha não se ouve mais.
A cidade clama, a arte chama, o artista reclama e o público sofre, pouco ou quase nada pois parecem não lembrar que ali naqueles lugares já rimos, choramos, conhecemos, aprendemos… nos apaixonamos.


Estou órfã de magia e encantamento. Sinto-me mutilada, arrancaram-me daqueles espaços que antigamente foram tão visitados.
O espetáculo parou. Cortinas fechadas, portas interditadas, luzes que coloriam a plateia estão apagadas.
Lonas tomaram conta, fazem de conta que são grandes palcos, mas não importa o tamanho, não importa quantas são, aqueles mantos brancos não conseguem preencher o espaço vazio que aqueles prédios enormes, mesmo com seus pedaços em queda, deixaram no cenário cultural local.
Prédios que não foram apenas interditados, foram abandonados pela memória curta, descaso, excesso de burocracia… tantos motivos e tão pouca motivação para que suas portas e janelas sejam abertas à espera do respeitável público transbordando alegria na chegada e partindo com 0 encantamento do que acabaram de assistir, sentir, viver lá dentro.




  Vânia Oliveira
Coordenadora do Projeto Bergamota Cultural
Produtora Cultural
Diretora de Comunicação da ASMURG 
 
 

terça-feira, julho 22, 2014

Passam os anos. Ficam as Faixas...




Um Genocídio disfarçado e silencioso, que já dura mais de sessenta anos, apesar de todo o ruído provocado pelos Mísseis de Israel - vez por outra, fraca e modestamente equilibrado pelos Foguetes do Hammas, do Rizbolah ou dos demais grupos que lutam pela libertação da Palestina - sucumbe ao pacto de conivência feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por grande parte da Imprensa Internacional, neste momento naquilo que ainda se pode chamar de Palestina.


Espremidos numa faixa territorial com pouco mais de 360 Km² - cerca de seis vezes menor do que a cidade de Rio Grande, com seus 2.814 Km² - e com uma densidade demográfica estúpida, cerca de 1,7 Milhões de Pessoas, Gaza é apenas é um dos micro territórios, apesar de ser o maior deles, em que os Palestinos foram e são alocados a cada vez que a população Israelense cresce.
Para resolver as questões demográficas, já que inexiste o controle de Natalidade entre os Judeus, uma das saídas mais fáceis encontradas foi matar Palestinos. 
Simples assim. 
A cada vez que Israel resolve criar Assentamentos para COLONOS JUDEUS, Palestinos são retirados de suas casas e propriedades. Por bem e sem indenização ou por mal.




Gaza, um resquício do Império Otomano e motivo de disputas entre ocidentais e árabes antes até da 1º Guerra Mundial, é o que se pode chamar de retrato mais próximo do Gueto de Varsóvia, onde os Nazistas mantinham os Judeus enjaulados antes de irem para os Campos de Extermínio, na 2ª Guerra Mundial. 

O território Palestino delimitado logo após 1948, possui três limites: 

- Ou você foge para dentro de Israel, onde os Israelenses não o deixam passar, ou foge para dentro do Mar Mediterrâneo, onde a Marinha Israelense monitora toda e qualquer embarcação, ou você tenta escapar para dentro do Egito, onde os Egípcios mantém a fronteira fechada, com dois pequenos túneis que servem para evacuação em caso de emergência humanitária.

Porém o Egito dança a Valsa do Ocidente, come nas mãos dos Estados Unidos e joga o jogo de Israel.


Não há saída para Gaza.
Principalmente quando Radicais extremistas do Hammas - Partido Político que controla o Poder em Gaza e Herdeiro de uma das maiores correntes de Auto Defesa contra a ocupação Israelense, desde os tempos que Yasser Arafat comandava a OLP (A Organização para a Libertação da Palestina) - resolve atacar com ultrapassados foguetes Katyucha, posições Israelenses no entorno ocupado ILEGALMENTE pelos Judeus desde a Arbitrária "Guerra dos Seis Dias", onde o Estado Sionista - criado na marra e comprado com o espólio de guerra pago para libertar os Campos na Polônia - foi estabelecido pela recém fundada ONU sem que fosse citado em nenhum momento a questão dos Povos Palestinos que habitavam a Região há mais de MIL E DUZENTOS ANOS.

No conflito das última semanas, em resumo foi isso o que aconteceu. Três israelenses estariam em uma praia dentro do território Palestino e homens do Hammas resolveram atirar neles.
Para vingar a morte de três Judeus, Israel já matou cerca de 700 Palestinos - 140 desses, crianças - com bombas de Fósforo Branco e Urânio empobrecido. 





Israel nasceu de um aborto da omissa e inútil ONU, sob apoio incondicional dos países que venceram a 2ª Guerra Mundial - entre eles o Brasil, um dos principais idealizadores da Repatriação sem Consenso; e daí vem a NOSSA parcela de culpa! - e principalmente pelos interesses Norte Americanos, destino para qual migraram as maiores fortunas surrupiadas da Alemanha nas décadas de 20 e 30, posteriormente recuperadas à Força com o surgimento do Nazismo.

Nesse mar de lixo ideológico, racista e de uma falsa Pureza Étnica-Religiosa, se misturam Judeus Sionistas e Nazistas, espécies as quais a História vem mostrando serem Farinha de um mesmo e enorme saco.




No meio do fogo cruzado que envolve os interesses de uma das duas maiores indústrias bélicas do planeta, a Israelense e a Norte Americana, resta uma salada de Resistência as vezes confusa e obscura para quem pouco conhece ou desconhece totalmente o que acontece no Oriente Médio.



Afinal, como disse em seu pronunciamento durante a manifestação ocorrida nesta terça feira em Rio Grande, o Médico José Khatab; 

"É dever de qualquer um, defender sua casa que foi invadida, que é assaltada e desrespeitada. É dever! Não é terrorismo!"


Pior do que a invasão em si, neste fogo cruzado ficam expostas milhares de crianças Palestinas, numa clara demonstração da pretensão Israelense em exterminar aos poucos as gerações futuras do que ainda restou de uma Palestina ocupada e estuprada pelo Lixo Sionista em forma de gente.

 Bestas representadas nas figuras de Benjamin Netanyahu, o atual primeiro ministro de Israel, membro do Partido LIKUD, da Extrema Direita Judia e Sionista - um fiel retrato do partido de Adolf Hitler porém às avessas. Mudando somente a bandeira, a Suástica pela Estrela de David e substituindo a Pureza da absurda Raça Ariana, criada pela insanidade dos Nazistas, pelos "Escolhidos de Deus", pilar que sustenta o cinismo judaico.



                               Benjamin Netanyahu, Primeiro Ministro de Israel.

O Likud representa o que de mais conservador, racista e autoritário emana do Estado de Israel, desde o surgimento do Sionismo moderno, criado por
Theodor Herzl.
Ele deu cria a outros assassinos tais como Menachem Begin e Ariel Sharon, este último já no Inferno para o bem da humanidade.

Se bem que MUITAS VEZES, eu não consigo abolir os Judeus Sionistas, sem coloca-los num único saco...

Grandes homens, como
Yitzakh Rabin - Nobel da Paz em 1994 - preocupado em estabelecer a Paz a qualquer custo com os Palestinos ao lado de Shimon Perez, outro Grande político Judeu, igualmente Nobel da Paz, pacificador; ambos do Partido Trabalhista, que era Avesso ao Sionismo Racista. Perez acabou se isolando da vida pública para não ser morto e Rabin acabou assassinado pela Extrema Direita Judaica, justamente aquela que vence nas Urnas, com apelo e apoio popular.
Me perdoem, mas as vezes eu não consigo separa-los.




Pois entre tudo isso que assola o Oriente Médio neste momento, Rio Grande deu seu grito na tentativa de chamar a atenção do mundo para o que acontece na Faixa de Gaza.
Uma manifestação organizada pela Sociedade Palestina Muçulmana de Rio Grande e diversos núcleos do interior do estado, estiveram no Largo Dr. Pio no início da tarde desta terça feira, 22/07.
O Grito em defesa da Palestina e pelo fim dos ataques maciços de Israel, colocou lado a lado políticos locais de diferentes ideologias partidárias, artistas, membros de diferentes religiões. 



Mais do que isso, estiveram presentes as Novas Gerações de um Povo e de uma cultura que hoje parece estar sendo esmagada da mesma maneira que foram esmagados os Judeus há 70 anos atrás, quando a Mão de Aço do Exército Alemão mandou Milhões de homens, mulheres e crianças para os fornos crematórios espalhados pela Polônia durante a 2ª Guerra Mundial.
Talvez a história não tenha ensinado nada aos Judeus Sionistas e as vezes isso possui um preço altíssimo, geralmente cobrado e pago com pesados juros em vidas humanas ao longo das décadas.
Afinal, se eles não sucumbiram na Europa tomada pelos homens da SS Nazista nos anos 40, os Palestinos se negam a sucumbir espalhados pelo mundo nos dias atuais.
Só o tempo irá dizer.

O Gotas de Ácido acompanhou e registrou nas fotos abaixo, a manifestação dos árabes, descendentes de árabes e Muçulmanos no centro da cidade no dia de hoje.

Eduardo Bozzetti