terça-feira, julho 22, 2014

Passam os anos. Ficam as Faixas...




Um Genocídio disfarçado e silencioso, que já dura mais de sessenta anos, apesar de todo o ruído provocado pelos Mísseis de Israel - vez por outra, fraca e modestamente equilibrado pelos Foguetes do Hammas, do Rizbolah ou dos demais grupos que lutam pela libertação da Palestina - sucumbe ao pacto de conivência feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por grande parte da Imprensa Internacional, neste momento naquilo que ainda se pode chamar de Palestina.


Espremidos numa faixa territorial com pouco mais de 360 Km² - cerca de seis vezes menor do que a cidade de Rio Grande, com seus 2.814 Km² - e com uma densidade demográfica estúpida, cerca de 1,7 Milhões de Pessoas, Gaza é apenas é um dos micro territórios, apesar de ser o maior deles, em que os Palestinos foram e são alocados a cada vez que a população Israelense cresce.
Para resolver as questões demográficas, já que inexiste o controle de Natalidade entre os Judeus, uma das saídas mais fáceis encontradas foi matar Palestinos. 
Simples assim. 
A cada vez que Israel resolve criar Assentamentos para COLONOS JUDEUS, Palestinos são retirados de suas casas e propriedades. Por bem e sem indenização ou por mal.




Gaza, um resquício do Império Otomano e motivo de disputas entre ocidentais e árabes antes até da 1º Guerra Mundial, é o que se pode chamar de retrato mais próximo do Gueto de Varsóvia, onde os Nazistas mantinham os Judeus enjaulados antes de irem para os Campos de Extermínio, na 2ª Guerra Mundial. 

O território Palestino delimitado logo após 1948, possui três limites: 

- Ou você foge para dentro de Israel, onde os Israelenses não o deixam passar, ou foge para dentro do Mar Mediterrâneo, onde a Marinha Israelense monitora toda e qualquer embarcação, ou você tenta escapar para dentro do Egito, onde os Egípcios mantém a fronteira fechada, com dois pequenos túneis que servem para evacuação em caso de emergência humanitária.

Porém o Egito dança a Valsa do Ocidente, come nas mãos dos Estados Unidos e joga o jogo de Israel.


Não há saída para Gaza.
Principalmente quando Radicais extremistas do Hammas - Partido Político que controla o Poder em Gaza e Herdeiro de uma das maiores correntes de Auto Defesa contra a ocupação Israelense, desde os tempos que Yasser Arafat comandava a OLP (A Organização para a Libertação da Palestina) - resolve atacar com ultrapassados foguetes Katyucha, posições Israelenses no entorno ocupado ILEGALMENTE pelos Judeus desde a Arbitrária "Guerra dos Seis Dias", onde o Estado Sionista - criado na marra e comprado com o espólio de guerra pago para libertar os Campos na Polônia - foi estabelecido pela recém fundada ONU sem que fosse citado em nenhum momento a questão dos Povos Palestinos que habitavam a Região há mais de MIL E DUZENTOS ANOS.

No conflito das última semanas, em resumo foi isso o que aconteceu. Três israelenses estariam em uma praia dentro do território Palestino e homens do Hammas resolveram atirar neles.
Para vingar a morte de três Judeus, Israel já matou cerca de 700 Palestinos - 140 desses, crianças - com bombas de Fósforo Branco e Urânio empobrecido. 





Israel nasceu de um aborto da omissa e inútil ONU, sob apoio incondicional dos países que venceram a 2ª Guerra Mundial - entre eles o Brasil, um dos principais idealizadores da Repatriação sem Consenso; e daí vem a NOSSA parcela de culpa! - e principalmente pelos interesses Norte Americanos, destino para qual migraram as maiores fortunas surrupiadas da Alemanha nas décadas de 20 e 30, posteriormente recuperadas à Força com o surgimento do Nazismo.

Nesse mar de lixo ideológico, racista e de uma falsa Pureza Étnica-Religiosa, se misturam Judeus Sionistas e Nazistas, espécies as quais a História vem mostrando serem Farinha de um mesmo e enorme saco.




No meio do fogo cruzado que envolve os interesses de uma das duas maiores indústrias bélicas do planeta, a Israelense e a Norte Americana, resta uma salada de Resistência as vezes confusa e obscura para quem pouco conhece ou desconhece totalmente o que acontece no Oriente Médio.



Afinal, como disse em seu pronunciamento durante a manifestação ocorrida nesta terça feira em Rio Grande, o Médico José Khatab; 

"É dever de qualquer um, defender sua casa que foi invadida, que é assaltada e desrespeitada. É dever! Não é terrorismo!"


Pior do que a invasão em si, neste fogo cruzado ficam expostas milhares de crianças Palestinas, numa clara demonstração da pretensão Israelense em exterminar aos poucos as gerações futuras do que ainda restou de uma Palestina ocupada e estuprada pelo Lixo Sionista em forma de gente.

 Bestas representadas nas figuras de Benjamin Netanyahu, o atual primeiro ministro de Israel, membro do Partido LIKUD, da Extrema Direita Judia e Sionista - um fiel retrato do partido de Adolf Hitler porém às avessas. Mudando somente a bandeira, a Suástica pela Estrela de David e substituindo a Pureza da absurda Raça Ariana, criada pela insanidade dos Nazistas, pelos "Escolhidos de Deus", pilar que sustenta o cinismo judaico.



                               Benjamin Netanyahu, Primeiro Ministro de Israel.

O Likud representa o que de mais conservador, racista e autoritário emana do Estado de Israel, desde o surgimento do Sionismo moderno, criado por
Theodor Herzl.
Ele deu cria a outros assassinos tais como Menachem Begin e Ariel Sharon, este último já no Inferno para o bem da humanidade.

Se bem que MUITAS VEZES, eu não consigo abolir os Judeus Sionistas, sem coloca-los num único saco...

Grandes homens, como
Yitzakh Rabin - Nobel da Paz em 1994 - preocupado em estabelecer a Paz a qualquer custo com os Palestinos ao lado de Shimon Perez, outro Grande político Judeu, igualmente Nobel da Paz, pacificador; ambos do Partido Trabalhista, que era Avesso ao Sionismo Racista. Perez acabou se isolando da vida pública para não ser morto e Rabin acabou assassinado pela Extrema Direita Judaica, justamente aquela que vence nas Urnas, com apelo e apoio popular.
Me perdoem, mas as vezes eu não consigo separa-los.




Pois entre tudo isso que assola o Oriente Médio neste momento, Rio Grande deu seu grito na tentativa de chamar a atenção do mundo para o que acontece na Faixa de Gaza.
Uma manifestação organizada pela Sociedade Palestina Muçulmana de Rio Grande e diversos núcleos do interior do estado, estiveram no Largo Dr. Pio no início da tarde desta terça feira, 22/07.
O Grito em defesa da Palestina e pelo fim dos ataques maciços de Israel, colocou lado a lado políticos locais de diferentes ideologias partidárias, artistas, membros de diferentes religiões. 



Mais do que isso, estiveram presentes as Novas Gerações de um Povo e de uma cultura que hoje parece estar sendo esmagada da mesma maneira que foram esmagados os Judeus há 70 anos atrás, quando a Mão de Aço do Exército Alemão mandou Milhões de homens, mulheres e crianças para os fornos crematórios espalhados pela Polônia durante a 2ª Guerra Mundial.
Talvez a história não tenha ensinado nada aos Judeus Sionistas e as vezes isso possui um preço altíssimo, geralmente cobrado e pago com pesados juros em vidas humanas ao longo das décadas.
Afinal, se eles não sucumbiram na Europa tomada pelos homens da SS Nazista nos anos 40, os Palestinos se negam a sucumbir espalhados pelo mundo nos dias atuais.
Só o tempo irá dizer.

O Gotas de Ácido acompanhou e registrou nas fotos abaixo, a manifestação dos árabes, descendentes de árabes e Muçulmanos no centro da cidade no dia de hoje.

Eduardo Bozzetti



 



quinta-feira, julho 10, 2014

Há cem anos atrás...




Ela já soa como traço quase esquecido no tempo, os homens e mulheres que nela lutaram já não estão mais por aqui para contar sua história. O peso do tempo é tanto, que meu pai, um Ex Combatente da 2ª Guerra Mundial - ocorrida há 70 anos - e que morreu aos 91 anos de idade, já se referia a ela como "Uma Guerra de muitos anos atrás".  Mas ela ainda esta presente e foi num distante mês de julho de 1914, que o Império Austro-Hungaro, mais tarde dividido em Austria e Hungria, bombardeou a cidade de Belgrado, capital da Sérvia, dando início a Primeira Grande Guerra Mundial.

Todo um contexto internacional de tensões diplomáticas iniciadas em maio e junho daquele ano, culminaram com a explosão do maior conflito armado que a Humanidade já enfrentara até então. Como estopim final, teve um mês antes - em 28 de junho - o assassinato do Príncipe Herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o Arquiduque FRANZ FERDINAND e sua esposa Sophie Shotek, mortos a tiros em Sarajevo por um ataque solitário de um membro do Grupo Terrorista bósnio "Mão Negra", Gavrilo Princip.




Muito maior do que as guerras napoleônicas ou romanas; muito mais voraz do que a Guerra dos Cem Anos, muito maior em escala de dramas e crimes do que as guerras dos Califados, Reinos e Tribos do Oriente, das invasões de Alexandre - O Grande, Gêngis Kan ou Átila - O Huno.  Até o seu final em 1918, foi chamada de "A Grande Guerra", trocando a nomenclatura entre 1939 e 1945, quando então eclodiu a Segunda Guerra Mundial, a mãe de todas as carnificinas que a Raça Humana já protagonizou.



Os grandes bombardeios foram a macabra novidade na 1ª Grande Guerra Mundial


Um número estimado em 9,5 Milhões de Pessoas morreram, vítimas diretas da 1ª Guerra Mundial. Calcula-se entre 30 e 32 Milhões de feridos, entre estes, as vítimas dos até então desconhecidos gases venenosos lançados nos campos de batalha pela Europa. 

Um número incontável, mas estimado em mais de 4 milhões de pessoas padeceram posteriormente, vítimas das epidemias que foram herdadas do conflito, entre elas a Malária na Rússia a partir de 1917 e a Gripe Espanhola - onde estima-se um número de mortos superior a 50 Milhões - surgida já no final da guerra, potencializada e espalhada devido ás péssimas condições sanitárias, exposição de cadáveres ao ar livre e infecções generalizadas, intratáveis durante os cinco anos em que durou o conflito.

Não haviam Antibióticos na 1ª Guerra Mundial, o advento da Penicilina só seria descoberto mais tarde, em 1928 e utilizado como fármaco a partir de 1940.

O Mundo não estava preparado para as dimensões da carnificina que foi proporcionada.



Além de todo um contexto histórico, que marcou o início do fim dos Grandes Impérios do velho mundo e o início do Comunismo na Rússia, a 1ª Guerra Mundial foi um marco tecnológico imenso no terreno bélico além do legado econômico e médico - ainda que a pesadas custas - que viriam a mudar completamente o planeta nas décadas seguintes, perdurando até hoje, mesmo após CEM ANOS de seu início.


Na 1ª Guerra Mundial, o Ser Humano aprendeu novas e sensacionais formas de matar. Em contrapartida, foi preciso aprender a aprimorar a técnica de salvar vidas.

 Porém, sem sombra de dúvida, a tecnologia bélica e tática dos campos de batalha foi a que mais se aperfeiçoou entre 1914 e 1918.


Formato antigo das guerras napoleônicas


Tenha em mente que até o início do Século XX as guerras possuíam uma conotação romântica, onde a Honra e a Ética embalavam os sonhos de idealistas, para insuflar a ida aos campos de batalha, numa época em que Duelos em Defesa da Honra eram aceitos na sociedade e decididos com "10 passos de distância" e tiros frontais, observados por um "juiz" escolhido pelos envolvidos.



Neste contexto totalmente arcaico, até então, os exércitos se confrontavam quase da mesma maneira; FRENTE A FRENTE, com linhas de ataque mútua, encabeçada por infantes armados com Mosquetes de UM ÚNICO TIRO, muito bem fardados em trajes coloridos independente da paisagem em que estivessem, em enormes e numerosas linhas, onde a precisão do disparo e a coragem perante a morte, tinham mais peso e valor do que a tática em si. Essas linhas, eram seguidas de cobertura de cavalaria, espadachins e arqueiros.
 Nesta época não havia sequer a preocupação com camuflagem de acordo com o terreno. Ela só surgiu a partir da 1ª Guerra.


Neste cenário, as artilharias tinham um papel diferente; elas serviam como PONTA DE LANÇA para derrubar colunas de infantaria ou aglomerados de cavalarianos, já que nem todos os projéteis eram explosivos, sendo na maioria das vezes apenas impactante.
As artilharias do passado não eram nada mais do que as velhas Catapultas da antiguidade, modernizadas ao longo do tempo com o advento da pólvora.

Em outras palavras, uma enorme esfera de ferro fundido era lançada QUASE á velocidade de uma bala em direção as tropas, matando e mutilando em linha reta e forçando o pânico no inimigo. Não havia a aplicação estratégica da Artilharia para saturar o terreno com estilhaços e reduzir a escombros vilas ou cidades. A tração animal ainda foi utilizada em larga escala entre 1914 e 1918, mas seria gradualmente substituída pela força de motores na crescente necessidade de deslocamento em grandes distâncias, levando um número cada vez maior de tropas para o Front.


Na 1ª Guerra Mundial, os alemães e Austro-Hungaros mudaram o conceito de Artilharia. Os canhões de "alma lisa" foram substituídos pelos Obuses de longos canos "raiados", aumentando consideravelmente a precisão do disparo e as Artilharias foram divididas em unidades específicas, contemplando diferentes necessidades no teatro de guerra.


Surgiram as Artilharias de Costa e de Campanha, com sua especialização em atirar projéteis a mais de 30 ou 40 Km de distância na terra ou no mar, lançados por Obuses com cano de interior raiado e que possuíam ogivas explosivas; um único tiro sob uma divisão de infantaria ceifava ou mutilava centenas de homens, além de danificar ou incendiar veículos.
Mais tarde, já no final da guerra em 1918, surgiram os primeiros esboços de Artilharias Antiaéreas, amplamente utilizadas a partir da 2ª Guerra Mundial.





Os sistemas de alimentação dessas armas foi modificado e elas ganharam versatilidade, rapidez e eficácia para realizar dezenas de disparos com recarga rápida, em vez dos demorados tiros de canhões do passado.
Em 1918, os Alemães criaram o poderoso "Canhão Kayser" de incríveis 420mm, capaz de atingir Paris a mais de 95 km de distância. Ainda em 1918, os alemães utilizaram o Obus Ferroviário "Big Bertha", capaz de lançar um projétil explosivo de 200 toneladas a cerca de 130 Km de distância em apenas 170 segundos. A cidade de Liége foi completamente arrasada por um BIG BERTHA.
Porém, o enorme peso dessas armas - embora utilizadas como peças fundamentais entre 1915 e 1918, se mostrou obsoleta nos anos seguintes, onde os mesmos alemães criaram o "Projeto de Guerra em Alta Velocidade", inaugurado na 2ª Guerra e copiado até hoje.



Na 1ª Guerra Mundial, foi empregado o advento da Metralhadora individual ou de tripé, onde um único homem poderia derrubar dezenas, talvez centenas de oponentes.
Foi implantado também o conceito de arma individual de múltiplos disparos, os fuzis de assalto.
Aliás, as chamadas "Tropas de Assalto" surgiram na 1ª Guerra e esta foi uma nova modalidade de combate. Surgiram também a necessidade de diminuir o poderio e conceder ás infantarias, pequenos aparatos de ampla defesa; foi quando surgiram os morteiros; que nada mais são do que pequenas artilharias de curto alcance e rápida instalação, que acompanham a infantaria.

Tudo isto, somado as novas táticas de "Guerra Urbana" implantada pelos Sérvios em 1915, conduziram a 1ª Guerra ao combate de trincheiras, usado até hoje.

A Guerra de Trincheiras, foi uma nova modalidade de combate surgida na 1ª Guerra Mundial.

Neste tipo de combate, colunas de infantaria trabalham em harmonia com o suporte à retaguarda - a engenharia, a artilharia e outras divisões de apoio - todas fracionadas em subgrupos; Batalhões, Companhias e Pelotões.

Este tipo de guerra já era utilizado pelos Romanos em suas Legiões, ele apenas foi aperfeiçoado e ampliado na 1ª Guerra Mundial. Surgiram também os primeiros esboços de "Guerra Total", incluindo os Submarinos - que já haviam sido testados na Guerra Civil Americana e as Forças Aéreas - ainda que a aviação não tenha sido crucial na 1ª Guerra - na maneira em conduzir a destruição total ao inimigo, inclusive suas defesas em áreas civis. Até 1914 as guerras de certa forma poupavam os centros urbanos, não por piedade ou respeito e sim por uma questão tática.

A Guerra de 1914 mudou tudo isso.


Entre 1912 e 1914 os alemães enxergaram no poderio bélico naval, uma porta de entrada para grandes conquistas e apesar de possuírem um litoral limitado territorialmente, desenvolveram tanto na 1ª quanto na 2ª Guerra Mundial, um poderio bélico naval estupendo, mais tarde copiado à força pela Real Marinha Inglesa, detentora de toda a tradição naval do passado.
Enquanto os ingleses construíam o Titanic e o Queen Elizabeth, os alemães empilhavam Destróieres, Cruzadores, Submarinos e Torpedeiros.

Foram os alemães também, os primeiros a utilizar o Diesel como combustível em motores, substituindo ainda que em pequena parcela, os navios a vapor.

A partir de 1915, surgiram os primeiros carros blindados, implantados pelos ingleses da Rolls Royce que já existiam desde 1913, porém sem a certeza de que realmente funcionavam. Para combate-los, foram criadas novas tecnologias em lançadores de morteiros individuais; as bazucas. Mais tarde, na segunda guerra mundial, surgiram os lançadores de foguetes e hoje, sistemas de mísseis individuais ou em Baterias. 
Os blindados inauguraram uma nova forma de avanço e cobertura para as infantarias, que passaram a utilizar a expressão "Cavalaria" em referência as divisões de veículos blindados de transporte ou de combate.



Entre 1914 e 1918, surgiram os explosivos plásticos e incendiários tais como o C4 e o Napalm; as Ogivas de Duplo Impacto, os lança-chamas e o embrião das telecomunicações nos Campos de Batalha; o Rádio. Embora a maioria das comunicações fossem feitas por enormes fiações que cruzavam quilômetros de trincheiras, o rádio começou a ser utilizado em meados de 1917, já no final da guerra. 




Mas, talvez o maior legado de carnificina descoberto e empregado na 1ª Guerra Mundial, foi a utilização de Gases Químicos nos campos de batalha. Ingleses, franceses, russos e alemães utilizaram inúmeras variantes dos gases feitos a base de cloro e fosgênio. Surgiu também o gás lacrimogêneo, o único não letal utilizado até hoje em batalhas com o aval das Nações Unidas.



Entre 1915 e 1918, milhares de homens foram atingidos pelo gás Mostarda, o mais amplamente utilizado nos combates de trincheira.

A necessidade de combater por mais de 24 horas ininterruptas, forçou a tecnologia a desenvolver os alimentos enlatados e embutidos como forma de alimentação as tropas.

Com exceção da Bomba Atômica, todas as guerras e tecnologias bélicas ou não, pós 1ª Guerra Mundial, foram uma cópia aperfeiçoada daquilo que foi criado para abastecer a "máquina de guerra" entre 1914 e 1918.


Hitler, ex combatente da 1ª Guerra e responsável pela eclosão da 2ª Guerra Mundial

O Auge deste aprimoramento, veio a partir de 1939 e durou até 1945, com a 2ª Grande Guerra Mundial e seus mais de 35 Milhões de mortos diretos. As raízes que tornaram possível a eclosão da 2ª Guerra, foram plantadas no tratado de Versailles, que pôs fim justamente a 1ª Guerra Mundial; uma pílula amarga a qual os alemães foram forçados a engolir, mais tarde vomitada por toda a fúria de Adolph Hitler, um Austríaco repatriado pela Alemanha, que servira como Cabo nos campos de batalha da 1ª Guerra Mundial.




O saldo econômico da 1ª Guerra foi catastrófico para as economias europeias, apesar de movimentar a indústria bélica, ele gerou um enorme rombo somente sanado parcialmente em meados dos anos 30. A Alemanha, após ser destroçada e dividida pelas potências vencedoras, mergulhou num escuro período de fome e retrocesso. Após cinco anos, as principais cidades europeias agonizavam em destroços e num tremendo caos sanitário.
Mais da metade das Monarquias Europeias desabou, refletindo em seus domínios além do continente europeu; cedendo espaço para os sistemas republicanos e a consequente repartição de territórios, uniões de Nações feitas à força ou separações construídas na marra.
Um pouco distantes deste cenário caótico, estavam os Estados Unidos da América que envolveu-se, ainda que não tão intensamente quanto os Europeus e seus territórios devastados, e do outro lado a antiga Russia dos Czares, agora batizada de União das Republicas Socialistas Soviéticas, que se retirou da Guerra em 1917 para que uma revolução interna conduzisse os Comunistas ao poder.
Começava ali, a gangorra de equilíbrio entre as duas futuras grandes potências que dividiriam o planeta em dois blocos políticos e ideológicos nos anos seguintes à 2ª Guerra Mundial.



A 1ª Guerra Mundial, apesar de seus distantes e longos cem anos atrás, ajudou a forjar o mundo em que vivemos hoje.
Sua história não pode mais ser contada por testemunhas oculares. O último Ex Combatente da Grande Guerra, o australiano Claude Choles, morreu em 2011 aos 110 anos de idade.
Manter viva a memória dos dias mais duros da humanidade, é a melhor forma para evitar que eles voltem a se repetir no futuro.



Eduardo Bozzetti